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Resolvo ir a uma mostra de artes, desenhos e livros góticos que está acontecendo na cidade. O tema descreve minha essência tão bem que me sinto sempre em casa entre as sombras, o veludo e o macabro. Mas hoje, algo diferente do tema sombrio em si me chamou a atenção... algo vivo, pulsante e perigosamente atraente.
Lá estava o artista, o Pólo.
Ele estava parado ao lado de sua obra de arte, e por um momento, não soube dizer quem era mais enigmático. O quadro exibia uma mulher cadavérica, uma beleza pálida emergindo de traços pretos firmes e viscerais. A tinta escorria pelo desenho, representando os cabelos negros daquela personagem, como se a própria escuridão estivesse chorando sobre a tela.
Algo além do desenho trevoso me atraiu. Aquele pintor, de camisa social preta com os primeiros botões abertos, exalava um magnetismo que eu raramente encontrava. As mangas levantadas exibiam tatuagens que subiam pelos braços, revelando uma alma tão sombria quanto a minha. E, sob a calça jeans preta, eu conseguia perceber de longe o volume generoso e rígido do seu instrumento da mais pura arte: o tesão.
Pólo, um moreno, alto — calculo uns 1,85m de pura imposição —, com a barba baixa, recém-feita, e um olhar que parecia atravessar a pele.
Eu me aproximo do espaço de exposição dele. O ar ao redor de Pólo cheira à tinta fresca, a desejo reprimido e à tentação proibida. Eu pergunto sobre sua pintura, sobre sua inspiração, já estudando que tipo de MUSA inspira tamanha arte.
Mas ele não é como os outros. Dá para ver em sua postura, na forma como ele não recua, em seu olhar frio e penetrante que não busca aprovação, mas sim confronto. Droga! Ele não é um submisso. Meu instinto de Domme estala, mas o desafio me atiça ainda mais. Olho para as tatuagens, para o volume em sua calça, para a alma trevosa em seus traços. Eu preciso dominá-lo. Preciso encontrar a fresta na armadura.
Apesar de toda sua postura imponente, sua fala é educada, quase doce. Digo quase pois percebo a malícia entre seu sorriso malévolo, um reflexo do que eu mesma carrego. Noto um movimento quase imperceptível em sua pelve enquanto ele me encara. Ali está a brecha.
Chego ainda mais perto, sentindo o calor que emana dele. Inclino meu corpo, exibindo deliberadamente o decote do meu vestido ao me debruçar sobre a mesa onde estão outros desenhos e obras escritas. Ele recebe o recado. Pólo se coloca exatamente na minha frente, fechando o meu espaço. Vejo seu olhar descer para os meus seios e sinto sua respiração tornar-se quase raivosa devido à minha petulância em provocá-lo ali, em público, sob a luz da galeria.
Vou contornando a mesa, passando meus dedos sobre seus trabalhos, sentindo a textura do papel e da tinta... até que chego bem ao seu lado. Aproveito o movimento contínuo da minha mão e, com uma audácia que só eu possuo, deslizo meus dedos sob o volume pulsante que se destaca na calça preta dele.
O cretino mal se mexe. Nem um espasmo, nem um susto. Ele já esperava por isso?
Olho para cima e encontro novamente aquele olhar malicioso, aquele sorrisinho atrevido de quem sabe exatamente o jogo que está jogando. E então, como se fosse um passo coreografado, sinto a mão dele — grande, pesada e quente — passando pela minha bunda.
O toque dele através do tecido do meu vestido passa uma mensagem cristalina: "Eu vou te foder bem aqui".
Eu me recomponho com um movimento fluido. Levanto a postura, encaro-o com uma seriedade gélida, quase convocando-o para um duelo de vontades. Sem dizer uma palavra, me viro e me dirijo ao banheiro.
Não olho para trás. Apenas sinto, segundos depois, um apertão firme no meu braço esquerdo que desvia a minha rota. Antes que eu possa reagir, ele me conduz para uma espécie de cozinha, uma mini copa escondida onde os artistas se alojam.
Há apenas o silêncio e nossos olhos já se comendo em nossas imaginações. Nenhum de nós abre a boca. Apenas nos encaramos, dois predadores medindo forças. Ele desliza as mãos pelo meu rosto, segura o meu queixo, desce as mãos pelos meus seios com uma possessividade que me faz estremecer por dentro. Nem nossas respirações são sentidas;
Pólo continua a explorar... Suas mãos descem pela lateral do meu corpo, apertando minha cintura, descendo pela minha perna... até que, com um movimento brusco e viril, ele me coloca sentada sobre a mesa e rasga a lateral do meu vestido tubinho.
Nessa hora, eu abro o MEU sorriso malicioso.
Eu não quero desculpas; eu quero o estrago mesmo!
Abro minhas pernas como um convite profano. Ele não pensa duas vezes. Pólo me fode ali, imediatamente.
Eu me agarro em sua nuca enquanto ele segura meu cabelo com uma mão, puxando minha cabeça para trás, e com a outra pressiona meu quadril contra o dele. A calça dele está abaixada apenas o suficiente para que aquele pênis delicioso entre com tudo em mim.
Ele me penetra com tamanha intensidade que a mesa sob nós bambeia e geme junto comigo.
A essa hora, o silêncio morreu. Há apenas respirações ofegantes, o som da pele contra a pele e gemidos que não tentamos mais esconder. Ele aproxima a boca da minha orelha, a voz rouca e baixa sussurrando:
— Que tipo de demônia é você?
Eu gargalho contra o pescoço dele, sentindo o gosto do seu suor.
— Do tipo que adora um desafio... um duelo de dominação.
Finco minhas unhas em suas costas por dentro da camisa social e mordo o seu pescoço, marcando o território enquanto o movimento dele se torna frenético, selvagem. O gemido vira um grito abafado e, logo em seguida, sinto a explosão quente de esperma inundando minha buceta, escorrendo pela mesa e entre minhas pernas.
Pólo se debruça sobre meu corpo, que permanece arqueado para trás pela exaustão e pelo tesão avassalador. Ele respira bem perto da minha boca, os olhos ainda nublados pela luxúria.
— Precisamos continuar isso — ele afirma, e não parece uma sugestão.
Eu lanço a minha condição, olhando-o fixamente:
— Só se eu for sua próxima obra de arte.
Ele retira um cartão de visitas do bolso e me entrega com um gesto lento. Eu o pego e o guardo entre meus seios, sentindo o papel frio contra a pele quente. Tento me recompor como posso, ignorando o rasgo no vestido que agora conta a história do que aconteceu ali. Deixo-o na cozinha, sentindo seu olhar sério e desafiador queimar minhas costas.
O duelo não terminou. Ele apenas começou.
- Líli