O Remédio e o Veneno: Madrugada na Farmácia
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O Remédio e o Veneno: Madrugada na Farmácia
Ah, o cheiro de antisséptico e o silêncio pesado das madrugadas... Existe algo pecaminosamente instigante em lugares que deveriam ser estéreis, mas que fervem sob a luz fluorescente...
Entrar naquela farmácia depois de tantos anos foi como abrir uma caixa de memórias que eu havia lacrado com cuidado.
O ar condicionado gelado bateu no meu rosto, mas o que me fez parar o fôlego não foi esse frio. Atrás do balcão, lá estava ele: Raphael.
Ele continuava exatamente como na minha mente. Moreno, com aqueles cabelos castanhos claros que pareciam macios ao toque e uma barba volumosa que contrastava com a pele branca, impecável, lisinha, parecendo bumbum de neném
Ele não tinha nenhuma tatuagem em seu corpo, que pudesse distrair a pureza da sua imagem. Ele tinha aquela cara angelical, o tipo de homem que as senhoras confiam, mas eu... eu conhecia o animal que vivia por trás daqueles olhos claros.
Nós trabalhamos juntos anos atrás. Eu no caixa, ele como o farmacêutico responsável. Naquela época, a tensão era tão densa. As madrugadas eram nossas. Só nós dois, as prateleiras infinitas de remédios e o desejo latejando no escuro do estoque.
Enquanto eu caminhava em sua direção, a memória daquela noite específica (a noite em que tudo ruiu ) tomou conta de mim como um incêndio.
Eu me lembrava de como eu me vestia para ele. O jaleco branco, propositalmente aberto no topo, revelando um decote que eu sabia que ele não conseguia ignorar. Eu falava com ele chegando muito perto, sentindo o calor do seu peitoral, encostando "sem querer" nos seus braços enquanto pedia para conferir um lote. Meus dedos faziam carinhos inocentes nas suas costas enquanto passávamos um pelo outro nos corredores estreitos.
Eu via o esforço dele para manter o profissionalismo enquanto eu passava a língua nos lábios, devagar, sustentando o olhar até sentir que ele estava desarmado. Eu me empinava para pegar algo, aproximando meus seios do rosto dele sob o pretexto de uma dúvida técnica. Eu deixava coisas caírem no chão só para que ele pudesse ver a curva da minha bunda enquanto eu me abaixava.
Até que a resistência dele quebrou. Eu comecei a olhar fixamente para o volume entre as pernas dele enquanto conversávamos, vendo as gotas de suor brotarem no seu rosto de nervoso. Acariciei o pau dele por cima do avental, sentindo a pulsação do seu desejo, e sussurrei que, naquela noite, eu tinha ido trabalhar sem calcinha.
O ápice da provocação foi no estoque. Pedi que ele segurasse a escada para mim enquanto eu buscava um produto na prateleira mais alta. Lá de cima, eu me abri. Do ângulo dele, não havia segredos: apenas a visão da minha pele, da minha vulva exposta sob a luz crua.
Desci a escada devagar, empinando a raba na direção do rosto dele, até que não houve mais volta. Sentei na cara dele ali mesmo, no meio da escada, sentindo a firmeza das mãos dele me segurando para eu não cair. Deixei que ele usasse aquela língua de mestre. Eu me abri, molhando o rosto dele, sentindo Raphael me devorar enquanto o mundo lá fora nem desconfiava do pecado que acontecia entre os analgésicos.
Um cliente entrou. O som da sineta nos separou como um choque elétrico. Eu fui atender, sentindo o gozo escorrer pelas minhas pernas, o rosto suado, os seios quase saltando do jaleco. Raphael ficou atrás, escondido pelo balcão de medicamentos, se tocando, seu penis babando de tesão e um ciúme possessivo enquanto me via sorrir profissionalmente para um estranho.
Assim que a porta se fechou e ele a trancou com força, o animal despertou. Ele me pegou nos braços e me sentou no balcão do caixa, derrubando produtos para todos os lados. Eu o puxei para baixo, deslizando minha mão pela sua cabeça até que ele estivesse ajoelhado entre minhas pernas escancaradas sobre o balcão.
Ele mergulhou o rosto na minha buceta. A língua dele parecia uma barra de ferro de tão firme, me fodendo com uma velocidade insana junto com seus dedos. Eu gritava, minhas mãos buscavam apoio no mármore frio, deslizando a bunda na direção dele, implorando por mais. Estávamos encharcados.
Foi então que o ritmo dele mudou para algo avassalador. Raphael sabia exatamente onde pressionar; com dois dedos profundos dentro de mim, ele fazia um movimento de gancho, firme e constante, massageando o ponto exato que me fazia perder os sentidos. Enquanto isso, sua língua não apenas lambia, ela trabalhava em movimentos circulares e curtos, focada no clitóris com uma pressão que beirava o insuportável.
Eu sentia a sucção da boca dele, o vácuo que ele criava enquanto seus dedos aceleravam em um ritmo alucinado, entrando e saindo, me preenchendo e me esticando. O prazer subiu como uma onda elétrica que eu não conseguia conter. Meu corpo tensionou, meus dedos do pé se curvaram e, com um empurrão final daquela língua potente, eu senti o repuxo interno. O jato veio forte, quente, uma explosão que me esvaziou completamente sobre o rosto dele, batizando aquela madrugada.
O Suor, o squirt, o cheiro do desejo impregnando tudo.
Raphael não aguentou mais. Ele se livrou da calça com uma pressa voraz. Me desceu do balcão e me virou de costas, me debruçando sobre a superfície onde as pessoas pagavam por suas compras.
Ele entrou com tudo. Um soco de prazer que me fez perder o ar. A cada estocada, eu sentia o balcão vibrar. Eu subi meus joelhos no mármore, ficando ainda mais aberta e entregue àquela força animalesca. Eu estava com as penas arregaçadas. Já não restavam produtos em pé ao nosso redor, apenas nós dois em uma dança de fluidos e respirações curtas.
Quando o ápice veio, foi uma explosão mútua. Senti o calor da porra dele inundando meu interior, uma erupção vulcânica que nos deixou paralisados, fundidos um ao outro. Ele desabou sobre minhas costas molhadas, nossos corpos colados pelo suor, pelo gozo e pela exaustão.
Eu sentia o sêmen quente escorrer lentamente de dentro de mim, traçando um caminho térmico pelas minhas coxas. Minha buceta vibrava, pulsando em espasmos involuntários que pareciam ecoar as batidas do meu coração; eu estava entregue, mal conseguia encontrar forças para me mexer. Naquela época, eu ainda não tinha plena consciência de quem eu era de verdade, mas o impulso já estava lá. Aquele desejo indomável, aquele chamado ancestral para o prazer sem amarras já queimava no meu sangue, guiando cada movimento meu.
Lentamente, ele me virou de frente, os olhos ainda nublados pelo transe. O silêncio da farmácia retornou, mas agora era um silêncio cúmplice, preenchido pelo cheiro metálico e doce da nossa entrega. Nos beijamos com uma calma devota, saboreando o gosto um do outro.
Com um olhar de adoração faminta, Raphael passava as mãos pelo meu corpo, recolhendo o rastro do meu squirt e do suor, e depois levava os dedos à boca, lambendo-os com uma lentidão provocante. Ele não queria desperdiçar uma gota sequer da minha essência. Era delicioso ,quase divino , ver como cada fluido meu instigava nele aquele lado animalesco, transformando o "bom rapaz" em um predador saciado.
Enquanto nossas respirações voltavam ao normal, o mundo lá fora continuava ignorante, deixando para trás o rastro de uma madrugada que nenhum remédio, em nenhuma daquelas prateleiras, seria capaz de curar.
- Líli