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Líli estava entediada. O luxo asséptico dos bares de coquetéis não a satisfazia naquela noite. Em vez disso, ela buscou a crueza e o ruído de um boteco à beira da rua, onde o gelo tinia com a verdade e a cerveja era gelada até doer. Ela foi sozinha, mas, no fundo, sabia que não estaria desacompanhada. A atração que ela exercia era uma força da natureza, e algum submisso, ainda que inconsciente, já devia estar à sua espera.
Mal atravessou o batente da porta, o garçom a viu. Jovem, talvez vinte e poucos anos, com um olhar ingênuo e quase angelical, ele parou o que estava fazendo. Não era apenas atração; era fixação. Ele veio à sua mesa com uma presteza e gentileza excessivas, uma servidão que ia além das gorjetas.
Ele a mimou a noite toda. A taça nunca estava vazia, ele vinha à sua mesa com a frequência de quem reza. Líli o observava, sorrindo internamente. Aqueles olhos, que pareciam implorar por um afago, mal sabiam que o "carinho" de Líli era um conceito raro e sempre condicional.
Quando ele tentou puxar papo, elogiando a cor de seu batom e oferecendo, de forma insistente, sua "servidão", Líli soube que era hora de testá-lo.
—Você só sabe servir com bandejas, bebê? - ela perguntou, a voz baixa, quase inaudível sob o ruído do bar.
Líli se levantou e caminhou em direção ao corredor escuro que levava ao banheiro. Na porta, ela parou e lançou um olhar sobre o ombro, indicando com a cabeça o caminho. Era um comando, não um convite.
Ele a seguiu, apressado, encontrando-a debruçada sobre a pia. Sua saia, estrategicamente levantada, revelava a curva perfeita de suas nádegas, empinadas em sua direção. Líli retocava o batom vermelho, indiferente à sua presença.
O jovem, com a audácia nascida da excitação, a encostou por trás, suas mãos pousando em sua cintura. Ele estava pronto para a luxúria, mas Líli o deteve com um toque frio na mão.
— Apressado, ela corrigiu, sem se virar. As coisas não funcionam assim comigo, bebê. Para me servir, você deve primeiro assumir seu lugar e sua postura de submisso.
Um lampejo de confusão, seguido por uma rendição instintiva, passou por seus olhos.
— Como você quiser, ele respondeu.
— Sra., ela o corrigiu, cortante. Dirija-se a mim como Senhora. Essa é sua primeira lição.
— Como a Senhora quiser, ele corrigiu, aprendendo rápido.
— Tire a camisa, ela ordenou. Agora, ajoelhe-se.
Ele obedeceu, a camisa branca de trabalho caindo no chão sujo. Com o batom carmim, recém-retocado, Líli traçou letras firmes em suas costas nuas, bem no meio dos ombros:
*LÍLI ME DOMINOU*
O rapaz mal podia acreditar na ousadia daquele ritual, mas seu sorriso, agora misturado com um tremor de desejo, demonstrava pura satisfação.
— Quer mesmo me servir, garoto?"ela questionou, seu olhar perfurando a alma dele no reflexo do espelho. Sabe mesmo servir uma dominadora?
— Faço o que a Senhora mandar, ele sussurrou. A lição estava assimilada.
— Tranque a porta. Deite no chão, de bruços.
Mesmo estranhando a tamanha novidade, o jovem obedeceu. Líli, então, retirou um de seus saltos e começou a caminhar sobre suas costas. O peso dela era um lembrete físico de sua nova posição. Ela caminhou lentamente, sentindo os gemidos abafados de satisfação e prazer que ele tentava controlar.
— Está gostando? Quer me servir mais?
— Por favor! Esse é o dia mais feliz da minha vida, Senhora, ele implorou, a voz embargada.
— Vire-se. Mantenha-se deitado, mas olhe para mim.
Líli subiu em suas coxas, equilibrando-se de pé sobre ele. Ela retirou a saia e o body, ficando apenas de blusinha e sutiã, expondo sua virilha totalmente desprotegida. De pé, sobre o corpo dele, ela desceu e subiu, exibindo e balançando a vulva bem em cima do rosto dele.
Ele tentou tocá-la, apalpá-la, mas levou tapas secos em suas mãos, um impedimento que intensificava o tesão.
— Nossa, ele murmurava, a incredulidade misturada à adoração. Meu Deus, isso está mesmo acontecendo...
— Shiiii. Cale a boca, submisso, ela ordenou.
Líli se sentou na cara dele, de forma abrupta, segurando os braços dele para que não a tocasse com as mãos. Ela abafava a respiração dele, permitindo apenas que sua boca e língua trabalhassem.
Ele aprendeu rapidamente as ordens e proibições. O jovem devorava sua intimidade com a fúria da servidão.
— Bom menino, Líli murmurou, sentindo o prazer.
O trinco da porta começou a se mover. Havia pessoas esperando para usar o banheiro. Os gemidos e a batida ritmada dos quadris de Líli se tornaram o único som que se escutava. Líli quicava, plena, seu rosto impassível, quase como se fosse retocar as unhas, enquanto o garçom, mesmo de calça, exibia seu volume latejando de tesão reprimido. Ele estava há minutos com a respiração comprometida.
Líli se levantou e se afastou. A cara do garçom estava encharcada. Ela ficou de pé, com as pernas abertas, bem em cima daquele rosto molhado.
Então, ela desceu um de seus pés, roçando o rosto dele. Ele reagiu instintivamente, começando a lamber o pé dela.
Ele usou as mãos liberadas para soltar a ereção latejante da calça jeans. Começou a se masturbar, enquanto seu olhar fixo na Domme era interrompido pela tarefa de chupar os pés dela.
Líli se afastou e começou a passar os pés pelo membro melado dele, pressionando e apertando com a sola e os dedos. O prazer era excruciante e intenso. Ela pressionou... pressionou... até que ele gozou ali, com os pés dela apertando seu pau.
Com um movimento final de desprezo e domínio, Líli limpou seus pés lambuzados da porra dele no rosto do garçom, que lambeu o esperma por completo.
Ela se vestiu, ajeitando a roupa e o batom. Abriu a porta e saiu, retornando ao bar com a mesma indiferença com que havia chegado.
O garçom ficou estirado no chão, esperando o controle de seu corpo retornar. Quando finalmente conseguiu se levantar e sair, Líli havia desaparecido.
— Isso foi real? ele se perguntou, sentindo a calça grudenta da porra que ela extraiu dele, a prova física de sua primeira lição de servidão. E ele estava pronto para servi-la de novo, em qualquer papel que ela designasse.